A primeira importação costuma ser planejada com bastante atenção ao preço negociado com o fornecedor. Afinal, é natural que boa parte do esforço esteja concentrada em encontrar um produto competitivo e reduzir o custo de aquisição.
O problema é que, no comércio exterior, o preço da mercadoria representa apenas uma parte da operação.
Ao longo do processo, pequenas decisões podem gerar custos adicionais que dificilmente aparecem na negociação inicial, mas que afetam diretamente a rentabilidade da importação.
Conheça cinco erros que costumam encarecer a primeira operação internacional.
1 – Comparar apenas o preço da mercadoria
Um fornecedor pode apresentar um preço bastante competitivo e, ainda assim, resultar em uma importação mais cara.
Frete internacional, seguro, armazenagem, tributos, despesas portuárias, transporte interno e custos operacionais fazem parte do custo total da operação.
Por isso, a comparação entre fornecedores deve considerar o chamado custo de nacionalização, e não apenas o valor da mercadoria.
2 – Escolher o Incoterm sem entender suas responsabilidades
Os Incoterms definem como serão divididas as responsabilidades entre comprador e vendedor durante a operação.
Escolher um termo apenas porque ele parece mais barato pode transferir para o importador obrigações logísticas, documentais e financeiras que não estavam previstas.
Antes de fechar a negociação, é importante avaliar se a empresa possui estrutura para assumir essas responsabilidades.
3 – Subestimar o peso da classificação fiscal
A classificação fiscal influencia diretamente a tributação incidente sobre a importação, além de determinar possíveis exigências de órgãos anuentes.
Uma classificação inadequada pode resultar em recolhimento incorreto de tributos, atrasos no desembaraço e necessidade de retificações.
Mais do que um detalhe técnico, trata-se de uma decisão que pode alterar significativamente o custo da operação.
4 – Planejar apenas a chegada da carga
Muitas empresas acompanham cuidadosamente o embarque internacional, mas deixam para pensar na nacionalização apenas quando a mercadoria já está no porto ou aeroporto.
Questões documentais, licenças, conferências e exigências específicas podem demandar providências antecipadas.
Quanto mais cedo esse planejamento ocorrer, menores tendem a ser os riscos de armazenagem, atrasos e custos adicionais.
5 – Conduzir a operação sem apoio especializado
Importar envolve decisões tributárias, logísticas, cambiais e regulatórias que raramente fazem parte da rotina de empresas iniciando suas operações internacionais.
Buscar apoio especializado não quer dizer terceirizar a gestão da importação, mas conseguir reduzir riscos, antecipar problemas e estruturar uma operação mais eficiente desde o início.
A primeira importação também define as próximas
Uma operação bem-sucedida acontece a partir de decisões que permitam construir um processo seguro, previsível e economicamente eficiente.
Muitas empresas concentram seus esforços em negociar alguns dólares a menos com o fornecedor, mas acabam perdendo muito mais ao longo da operação por fatores que poderiam ter sido planejados antecipadamente.


